Como superar as consequências negativas da pandemia no ensino básico?

Com a situação atual do Brasil e do mundo, estamos vendo os efeitos da pandemia do coronavírus na educação básica, assim como em diversas outras áreas. Mas, no texto de hoje vamos falar especificamente sobre o ensino básico. Sendo assim, também vamos comentar sobre o futuro do ensino básico no Brasil e as mudanças que devem ser adotadas logo após o fim da pandemia. Então, acompanhe o texto até o final e deixe a sua opinião nos comentários.

Efeitos da pandemia do coronavírus na educação básica

Antes de falar especificamente sobre as consequências da pandemia no ensino básico, precisamos entender como é composta a educação básica. Sendo assim, podemos dizer que o ensino básico é formado pela educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio. Dessa forma, o seu objetivo é assegurar a formação comum indispensável para o exercício da cidadania, além de fornecer meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores, como na graduação. Ou seja, ela é de suma importância para a população.

Uma das formas de tentar conter a contaminação do vírus foi realizando isolamento social e mantendo distância das demais pessoas. Por essa razão, escolas e colégios precisaram fechar as portas e abandonar, momentaneamente, o ensino presencial. Dessa forma foi preciso adaptar o ensino para plataformas digitais, ou, até mesmo, transmitir aulas em canais abertos da televisão. Cada estado adotou estratégias diferentes de acordo com a situação e incentivos locais.

E, podemos dizer que a educação a distância ou o ensino híbrido já era discutida como uma das alternativas para o ensino, principalmente na educação superior. Porém, com a situação atual, o ensino precisou ser adaptado de última hora, sendo assim, não houve muito planejamento. Por isso, as consequências foram sentidas tanto pelos alunos quanto pelos professores, outros profissionais da educação e pelos pais também.

Afinal, é preciso levar em conta que nem todas as regiões e alunos possuem uma estrutura adequada para aprender em casa. Pois, apesar da internet fazer parte do dia a dia de muitas pessoas, segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC), 46 milhões de brasileiros não acessam a web, o que corresponde a mais de 25% da população. E essa parcelar de pessoas precisa ser atendida de alguma outra forma.

Caso dos professores

Além disso, os professores e pedagogos não puderam receber nenhum tipo de curso ou preparo sobre o uso das tecnologias a favor da educação. E, muitos profissionais não possuíam intimidade com o uso das tecnologias. Assim, fica muito mais difícil de pensar em estratégias sem conhecer o meio em que está inserido.

Sendo assim, esses profissionais precisaram adequar toda a programação ao ambiente digital, com pouco tempo para o planejamento, e com menos tempo ainda para colocar tudo em prática. Lembrando que, principalmente, na educação básica há a necessidade de materiais visuais para acompanhar as explicações, como slides e vídeos. Ou seja, ainda mais trabalho para a produção dos professores que não possuem muitos recursos. De uma forma resumida, houve uma transição apressada para o universo digital.

Futuro do ensino básico no Brasil

Depois de ver os efeitos da pandemia do coronavírus na educação básica, precisamos dizer que as alternativas atuais, que foram decididas de forma momentânea, deverão ser repensadas para o ensino básico pós pandemia. Mas, é bem possível que a educação básica não fique do mesmo jeito que era antes da contaminação do coronavírus.

Sendo assim, a principal mudança para o futuro do ensino básico no Brasil é a inserção de inovações tecnológicas a favor do ensino. Dessa forma, será possível visualizar ferramentas digitais em processos de aprendizagem dentro da sala de aula. E para seguir essa tendência é indicado que os profissionais da educação façam especializações sobre o tema.

Ou seja, é possível dizer que na pós a pandemia, os alunos e professores vão valorizar mais o contato social, ao mesmo tempo que vão reconhecer o valor das estratégias digitais. Sendo assim, será possível atrelar o mundo presencial com o digital dentro da educação. E é por isso que, cursos de pós-graduação como Tecnologias e Educação a Distância; Psicopedagogia Institucional; e Ensino Lúdico estão ganhando destaque no mundo acadêmico.

Mudanças no ensino superior

Mas, não foi só a educação básica que sofreu mudanças, o ensino superior também precisou se adaptar aos tempos atuais. Assim, podemos dizer que, principalmente, nesse caso, o ensino a distância é uma das mudanças que tendem a permanecer no pós pandemia. Mas, também nesse caso será preciso desenvolver novas estratégias. Afinal, as faculdades que já ofereciam cursos EAD tinham desenvolvido metodologias e processos próprios para esse formato. Já as universidades que utilizaram o EAD durante a pandemia, apenas adaptaram o ensino. Por isso, podem ter a educação e o atendimento prejudicados em relação as faculdades a distância. É importante verificar esses pontos na hora de escolher a sua instituição de ensino.

Especialistas também apontam o ensino híbrido como uma das alternativas para o futuro próximo na educação superior. Ou seja, os alunos teriam alguns dias de aulas presenciais e outros de aprendizagem online. Dessa forma, seria possível manter o contato social com os colegas de turma, mas também contar com os benefícios e facilidades do EAD.

E como principais vantagens podemos citar a flexibilidade de poder estudar quando e onde quiser, afinal, só é necessário ter ao seu lado um dispositivo com acesso a internet. Além disso, as mensalidades tendem a ter valores 50% mais baixos do que as dos cursos presenciais. E o aluno não precisa ter um gasto extra com deslocamento, já que não precisará ir todo dia para a faculdade. E por último, mas não menos importante, há a possibilidade de personalizar o estudo de acordo com as suas preferências. Por exemplo, é possível aumentar a velocidade de uma aula sobre um assunto que você já domina. Ou ainda, se demorar mais em um assunto que você tem maior curiosidade, ou até mesmo, maior dificuldade. Assim, os resultados serão ainda melhores e direcionados para a carreira de cada um.

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