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26/06/2018

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged Resultado de Maio/2018

Por Superintendência Técnica da CNA

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou no dia 20/05 o resultado de Maio/2018 do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram 1.277.576 admissões e 1.243.917 desligamentos, o que resultou na abertura líquida de +33.659 postos de trabalho e ampliou em +0,09% o estoque de vagas frente ao mês anterior. Em 12 meses, o acréscimo foi de +284.875 postos de trabalho. Isso representa um aumento de +0,75% no estoque de empregos nos últimos 12 meses encerrados em maio/2018.

O resultado (+33.659) ficou muito abaixo das projeções de mercado. Essas projeções, conforme pesquisa do Projeções Broadcast em 15 de junho, já apontavam para uma desaceleração do ritmo de criação de vagas formais no país em relação a abril (115.898). No entanto, as 16 estimativas variavam de 40.600 a 91.077 vagas, com mediana de 64.733 postos. Praticamente, foi criado apenas a metade do que era esperado, ficando abaixo do resultado em maio de 2017, quando o saldo líquido foi positivo em 34.253 postos.

A Agropecuária foi o setor que mais vagas criou no mês de maio. Como consta no Gráfico 1, esse apresentou abertura líquida de +29.302 postos de trabalho nesse mês. Houve 104.790 admissões e 75.488 desligamentos, equivalente à expansão de +1,88% em relação ao mês anterior.

Gráfico 1. Saldo Movimento por Setores da Economia em Maio/2018

(Contratações – Demissões)

 

Houve abertura de vagas nas seguintes atividades agropecuárias em Maio/2018:

  • Cultivo de Café (+25.411 postos), especialmente em Minas Gerais (+14.773 postos), Espírito Santo (+4.496 postos), São Paulo (+3.367 postos) e na Bahia (+2.513 postos);
  • Cultivo de Laranja (+6.038 postos), especialmente em São Paulo (+5.380 postos);
  • Criação de Bovinos (+1.589 postos), especialmente na Bahia (+552 postos) e Espírito Santo (+409 postos); e
  • Produção Florestal - Florestas Plantadas (+877 postos), especialmente em Minas Gerais (+381 postos).

Apesar da abertura mensal na oferta de vagas, algumas atividades do setor agropecuário apresentaram retração dos postos de trabalho. Os destaques foram:

  • Cultivo de Cereais (-1674 postos), especialmente no Rio Grande do Sul (-1242 postos) e em Mato Grosso (-307 postos);
  • Cultivo de Frutas de Lavoura Permanente, Exceto Laranja e Uva (-1502 postos de trabalho), concentrado no Rio Grande do Sul (-1537 postos), seguido por Santa Catarina (-752 postos);
  • Cultivo de Plantas de Lavoura Temporária não Especificadas Anteriormente     (-1007 postos), especialmente em Minas Gerais (-782 postos) e em São Paulo (-512 postos);
  • Cultivo de Soja (-1000 postos), especialmente no Rio Grande do Sul (-200 postos) e seguido pelo Piauí (-166 postos).

De uma forma geral, o resultado do mês de maio demonstra que o mercado de trabalho segue em recuperação, mas em ritmo bastante lento. Lembrando que nos últimos dias do mês a greve dos caminhoneiros teve algum efeito negativo da sobre a contratação de funcionários temporários. Provavelmente, algum efeito direto, será captado em junho, já que greve ocorreu nos últimos 10 dias de maio.

O setor Agropecuário se destacou pela contratação de mão de obra, principalmente, pelo bom desempenho das culturas de café e de laranja. Apesar dessa importante contribuição do Agronegócio, para a sociedade, na geração de renda e postos de trabalho, isso não se traduziu em ganhos ao produtor, que teve sua rentabilidade comprometida pelo descarte de produtos e pelo aumento de seu custo de produção no contexto da paralisação dos caminhoneiros.

Bruno Barcelos Lucchi - Superintendência Técnica

Núcleo Econômico
Renato Conchon – Coordenador
Carolina Yuri Nakamura - Assessora Técnica
Diego Humberto de Oliveira – Assessor Técnico
Fernanda Schwantes - Assessora Técnica
Paulo André Camuri – Assessor Técnico
Sarah Benevides de Amorim – Estagiária

 

Gráfico 2. Saldo Movimento em Mai/2018 - Total (Contratações – Demissões) por UF, sem ajuste


 

Gráfico 3. Saldo Movimento em Mai/2018 - Agropecuária (Contratações – Demissões) por UF sem ajuste

 

 

 

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